Início…há tantos inícios.
Tudo tem um, e este blog não é excepção.
Teve início porque eu, Gabriela, voltei a sentir vontade de escrever, de me expressar, de dizer o que sinto, o que penso, através de reflexões, crónicas, histórias…
Será que foi a Universidade que trouxe ao de cima esta paixão que estava em standby?
Na verdade sim. Na aula de Matrizes Culturais Europeias.
No meio de uma onda de palavras e matéria, surgiu a palavra “Blog”… que procedeu ao verbo e determinante, ” Criar um”.
Nesse exacto momento tive a certeza de que iria realizá-lo.
No Domingo passado voltei a escrever… Voltei a Gambelas para mais uma semana da minha amada vida académica, que seja dito agora, um sonho concretizado.
Anoiteceu, amadruguecia, e eu ali deitada sem sono…escrevi. Escrevi um poema. Há quanto tempo isso já não acontecia? Desde os meus 13/14 anos talvez. Altura essa da minha vida que foi muito difícil para uma frágil adolescente.
Convivia com a doença do meu pai, com a inimizade da minha avó paterna e a minha mãe, a minha primeira paixão (que morreu um mês e meio após a perda do meu pai), e conflitos/alegrias de amizades do 3º ciclo.
Essa fase da minha vida fez-me crescer. Porém, às vezes tenho a sensação de que não cresci. Perdi uma base da minha felicidade, o meu ídolo, António Carlton Prates.
Levava os poemas para as minhas colegas verem. Amavam, diziam que eram lindos. Nem sei onde estão, tenho que procurá-los. Mas tenho medo. Medo de voltar ao passado e reviver através de várias junções de grafemas todo o meu sofrimento daquela altura.
Se voltar a tocar-lhes é capaz de terem um fim.
Também tudo tem um fim.
O meu pai teve, Dyego teve, os meus poemas terão, assim bem como este blog.
E assim tem fim o post do início.
