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Dias e dias passaram…a minha vida mergulhada em muitas aventuras, umas boas e outras nem por isso.
Tristezas, alegrias, choro, risadas, sentimentos baralhados.
E inspiração? Essa esperei eu bastante. Quis escrever mas não saiam letras das minhas mãos.
Porquê? Está acontecendo alguma coisa comigo? De certeza que sim…mais uma vez a crise de identidade.
Essa que só me larga no tempo quente mas que volta assim que o sol de verão desaparece para outro hemisfério e vem a sombra fria das nuvens do inverno, assombrando meu espírito.
Quando me largará? Faltará muito tempo?
Inquietante, não me deixa chegar a conclusões. Faz-me ter acções das quais me arrependo logo, como ter feito alguma coisa e arrepender-me do que fiz ou, muitas vezes, querer falar, expressar-me, dizer o que sinto, o que penso, e no entanto não ter sido capaz.
Fecho os olhos…quem sou eu e qual a minha missão neste mundo injusto que tem tudo para ser uma paraíso?
Quem são as pessoas que me rodeiam? Serão mesmo anjos que cruzaram no meu caminho para me ajudar a ser feliz ou serão almas malígnas camufladas?
O coração dói bastante…o cérebro está cansado. Ambos trabalham juntos para me ajudarem a resolver esta questão impertinente da minha vida.
Uma pessoa cheia de vida e alegria, com um sorriso que, quem olha, pensa não ter problemas mas sim uma enorme vontade de viver eternamente na loucura da juventude. Quando seus lábios não “fazem uma meia lua” o mundo pára para reparar, estranhando e questionando-se, “O que se passa?” .
Essa pessoa afinal não é sempre assim…muitas vezes essa alegria esconde uma enorme tristeza inconsciente que se vem revelar no escuro da sua solidão.
Medo… muito medo do que possa vir a acontecer no segundo a seguir. Medo de nunca se encontrar espiritualmente, de nunca vir a saber quem é.
Medo de não alcançar os seus sonhos, de desiludir os seus amados, de não agradar.
I wear this crown of thorns
Upon my liar’s chair
Full of broken thoughts
I cannot repair Johnny Cash

quem sou eu?